Polícia Civil realizou buscas e apreensões contra nove pessoas

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou hoje (1) a Operação Freedom, contra funcionários públicos da Prefeitura do Rio de Janeiro suspeitos de crimes contra jornalistas no exercício da função. O caso também é alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que apura se o prefeito Marcelo Crivella montou e manteve um serviço ilegal para cercear a atividade jornalística na porta de hospitais municipais.

Segundo nota da Polícia Civil, foram realizadas buscas e apreensões contra nove pessoas, com o objetivo de auxiliar inquérito que apura os crimes de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, associação criminosa e advocacia administrativa.

O inquérito está sendo conduzido pela Delegacia de Repressão aos Crimes Organizados e Inquéritos Especiais (Draco-IE), e os mandados foram expedidos pelo plantão noturno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

O caso também está sob investigação da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). Segundo a assessoria de imprensa do MP-RJ, foi instaurado nesta terça-feira um procedimento preparatório criminal para investigar crimes que teriam sido cometidos pelo prefeito.

O Ministério Público afirma que partiu de uma denúncia exibida pela TV Globo na noite de ontem (31), com uma reportagem que apontava a atuação de funcionários da prefeitura na porta de hospitais municipais, no sentido de impedir denúncias da imprensa e de dificultar reclamações por parte dos cidadãos. Segundo a reportagem, os funcionários públicos se articulavam em um grupo de Whatsapp chamado “Guardiões do Crivella”.

“Além dos crimes de associação criminosa e constrangimento ilegal, previstos nos artigos 288 e 146 do Código Penal, será avaliada a prática da conduta criminosa do artigo 1º, inciso II do decreto lei 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos”, diz o texto do MP-RJ.

A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital também deve atuar para apurar possíveis irregularidades cometidas no âmbito da improbidade administrativa.

Em nota, a Prefeitura do Rio de Janeiro afirma que funcionários ficavam nas portas dos hospitais para esclarecer a população.

Vinicius Lisboa – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Bruna Saniele